RECURSO SISTEMÁTICO, ORDINÁRIO E ADICTO
Não podia concordar mais com isto, talvez a melhor resposta aos 'Adões e Silva' demasiado nostálgicos do socialismo pernicioso e vicioso: «Quanto à relação directa entre essa democracia (limitada e reduzida ao voto directo) e os mercados financeiros, claro está que as suas lógicas respectivas são, no limite, antagónicas. O interesse do capital não é o interesse democrático; os governos democráticos servem-se dos mercados financeiros não por razões éticas ou democráticas, mas apenas porque precisam deles para financiarem a sua acção. O problema está no recurso sistemático, ordinário e adicto a esses mercados para sustentar uma dívida pública imprescindível àquilo que entendemos, hoje, dever ser a função do Estado. O problema está, portanto, no Estado, naquilo que entendemos ser a acção do Estado e na sua relação com os ditos mercados. Relação que, pelo que se vê, não é saudável e, essa sim, em certas circunstâncias, muito perigosa para a democracia (qualquer que seja o seu entendimento).» PMF
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